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30 de maio de 2011

Não entendo!


O incoerente me cobra coerência todo o tempo.
Tudo precisa fazer sentido. Mas hoje não. Hoje nada faz sentido. Muito menos isto aqui.
Coerente, mente.
Olho em volta, vejo tudo, quero nada.
Levanto, mecanicamente, engulo um alimento, não sei o gosto.
Acordo, executo, cumpro, durmo, busco, busco, busco. Busco. Canso.
Enfastio-me de mim, me puno, não me quero. Me amo. Me vejo por ângulos secretos. E gosto.
Desconfio, não divido, tenho medo, bicho assustado.
Parto pra cima, arranho até sangrar, bato com força só pra ver sua cara perplexa, bicho selvagem.
Fico acuada num canto, desnuda. Vazia. E busco.
Os lábios se movem e eles falam, eu não entendo.
Os braços se abrem e eu corro, eu não entendo.
Tudo previsível e marcado, e eu aflita. Pálida por fora, gritando por dentro tão alto que ecoa e reverbera e se mistura com as mil vozes dizendo “certo- errado”, “especial- corriqueira”, “possível- não”. E me confundo. E te confundo.
Je ne sais pas, das verstehe ich nicht, I dont fucking know, no entiendo, aku tidak mengerti, eu não entendo, em todas as línguas.
Pitty

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