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23 de julho de 2010

infeliz-mente.

Mãe, diz que não perdi meus anos com ele. Que tudo foi um sonho feio do qual (infelizmente) não posso reverter, rebubinar e voltar atrás.
Me diz que tudo que levo é o aprendizado que vós peço.
Pois tudo que ele me dá é o enjôo da raiva de mal viver.

Pai, diz que tudo foi um mau sonho, que não passa de algo que eu possa esquecer e modificar com um presente glorioso. Não quero mais ter nojo do que vivi, mas (infelizmente) é assim que hoje sinto. Coisas e mais coisas à parte, me faça esquecer que amanhã eu tenha que encará-lo. O vejo como algo morto e enterrado. Não como algúem entendes? Porque todos que enterrei eu amei/amo imensamente/intensamente. E hoje o amor que antes eu achava que bastava para uma vida eterna não passa de um bem querer bem de leve. Sabes que foi ele que quis assim. Não foi culpa da minha pessoa! Pois quando eu assumo, assumo de peito aberto, mesmo com todos meus jogos impensados ou de alguém que quer algo malicioso.

Me diz, diz que não faz mal que vivi uma mentira por anos, que tô perdoada por esse mal aí que comenti e agora serei perdoada.

Pior coisa pra uma alma é a dor do tempo perdido, já dizia a alma mais iluminada, dói e como dói, queria que não fosse esta dor,mas dizem que tenho que encarar, pois foi uma escolha que fiz (infeliz).

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